Em sua etimologia, a palavra Cosmo deriva do termo grego "Kosmos", que significa o oposto de "caos" e significa literalmente "bem ordenado", "ornamentado", e metaforicamente, "mundo". Hoje em dia, esse termo é utilizado como sinônimo de "Universo", ou seja, tudo que existe, desde as estrelas até as partículas subatômicas. O astrônomo Carl Sagan define Cosmos como "tudo o que já foi, tudo o que é e tudo que será", mas foi Pitágoras o primeiro a se utilizar desse termo quando se referiu ao Universo.
Cosmologia é o estudo do cosmos em vários de seus significados. Na cosmologia física, o temo "cosmos" é usado, geralmente, de forma técnica, ao se referir a um espaço-tempo particular dentro do Multiverso.
Já na teologia, "cosmos" é usado para denotar o universo criado, sem incluir o criador, ou seja, tudo criado por Deus. E foi essa denotação em que Baby do Brasil se inspirou na década de 80 para compor sua música "Cósmica", na qual ela diz que: "Cósmica é sintonia espiritual para ser transcendental".
Também na década de 80, foi realizado pela BBC uma série de TV realizada por Carl Sagan e sua esposa Ann Druyan, chamada "Cosmos". A série, se utilizando de efeitos especiais e técnicas cinematográficas, fazia um passeio pela história da ciência, explicando suas teorias e conceitos e promovendo uma reflexão sobre o Cosmos.
Nelson Motta é um escritor, roteirista, compositor, produtor musical, agitador cultural e descobridor de talentos brasileiro e que, sem dúvida alguma é uma figura muito importante nos bastidores da música brasileira. Quando tinha 13 anos, em 1958, foi assistir à um show com seus pais de artistas ainda pouco conhecidos em uma universidade. Lá, um homem cantando muito baixinho os versos: "Chega de saudade, a realidade é que sem ela não há paz não há beleza..." o encantou. Pouco tempo depois, João Gilberto explodiu pelo Brasil, assim como o novo estilo de música que estava surgindo: a Bossa Nova. A partir daí, Nelson, que já tinha contatos com o meio musical passou a frequentar festas e encontros de jovens que gostavam desse novo estilo de música e pouco tempo depois, já ia às festas no famoso apartamento de Nara Leão. Depois disso, nunca mais saiu do meio musical brasileiro e viveu intensamente a história da música brasileira e o surgimento de diversos artistas e bandas conhecidas até hoje. Por isso, em 2001, Nelson Motta resolveu escrever um livro de memórias contando tudo que viveu dentro da música desde 1958 até 1992. O livro se chama Noites Tropicais, que foi minha leitura das férias, e recomendo a todos.
O livro mistura a história da música com a vida pessoal de Nelson e nos faz viajar para um tempo "em que música era discutida como futebol", como o próprio autor descreve em seu livro. Como produtor musical da Phillips, Nelsinho lançou diversos artistas no mercado e fez sua carrreira se tornar brilhante.
Entre os grandes feitos de Nelson como produtor musical está a produção do álbum "Em Pleno Verão" (1970) de Elis Regina, que viria a se tornar um dos grandes clássicos da cantora. Na época, Elis estava vivendo um momento delicado de sua vida pessoal com o marido Ronaldo Bôscoli e estava preocupada com o Tropicalismo (movimento que ela desprezava) e com uma voz muito talentosa que havia surgido e que ameaçava seu status de melhor cantora do Brasil: Gal Costa. Resolveu, então, procurar músicas com estilos diferentes para seu novo álbum. Assim, deixou o preconceito de lado e gravou "As Curvas da Estrada de Santos" de Roberto e Erasmo. E ainda convidou uma voz ainda desconhecida mas muito talentosa para cantar com ela. Tim Maia apresentou sua música "These Are The Songs" e os dois fizeram um dueto sensacional.
Em 1975, Neslon Motta realizou o primeiro festival de rock brasileiro: O Hollywood Rock, onde compareceram Rita Lee com sua banda pós-Mutantes: Tutti Frutti, Erasmo Carlos, Raul Seixas, Os Mutantes (sem Rita Lee) e Celly Campello (que estava tentando retomar sua carreira). O festival foi gravado e transformado em documentário, mas sem muito sucesso. Em Noites Tropicais, Nelson diz que o festival não foi nada de mais e que só valeu a pena pelo discurso dado por Raul Seixas enquanto cantava seu sucesso "Sociedade Alternativa".
Um ano depois, Nelson criou a boate Dancing Days. Dias antes da noite de abertura, as garçonetes que ele havia contratado disseram que iriam cantar e dançar para o público no final da noite. Foi assim que surgiu As Frenéticas. Elas cantaram no dia e estouraram. Pouco tempo depois, Nelson Motta escreveu junto com Rita Lee e Roberto de Carvalho a música "Perigosa", que se tornou um fenômeno no Brasil. "Eu sei que eu sou bonita e gostosa/ Eu sei que você me olha e me quer."
É por todos esses marcos na música e muitos outros que eu recomendo Noites Tropicais, pois, afinal, não existe romance que supere a história da cultura brasileira.
Como de costume, aí vão algumas músicas relacionadas ao post:
These Are The Songs - Elis Regina e Tim Maia (Elis buscava algo novo em sua carreira e acabou descobrindo Tim Maia)
Perigosa - As Frenéticas (Junto com Rita Lee, conseguiram driblar a censura e lançaram um fenômeno nacional)
Sociedade Alternatica - Raul Seixas (Raul fez o público do festival de 75 tremer com seu sucesso escrito com Paulo Coelho)
Da esquerda para a direita: Roberto Carlos, Wanderléa e Erasmo Carlos.
Em um dos meus últimos posts, eu comentei sobre a Tropicália. Dessa vez, resolvi falar sobre outro movimento musical que ocorreu no Brasil por volta da década de 60, que foi a Jovem Guarda. Surgiu em agosto de 1965 em um programa de televisão apresentado por Roberto Carlos, acompanhado por Erasmo Carlos e Wanderléa. Além desses, que são os mais conhecidos atualmente, destacaram-se também nesse cenário os artistas: Ronnie Von, Sérgio Reis, Renato e Seus Blue Caps, Martinha, Serguei, entre outros.
A Jovem Guarda se inspirava no rock norte-americano e inglês da década de 50 e início da década de 60, chegando a fazer versões dessas músicas em Português. Uma das bandas que mais inspirou os artistas da Jovem Guarda foram os Beatles, e por isso ganharam o apelido de "Iê Iê Iê", pois, para a época, eles foram os Beatles do Brasil. Foram eles que trouxeram o rock para o Brasil, sendo assim, um dos primeiros músicos a utilizarem a guitarra em suas músicas, o que não era bem visto no Brasil daquela época.
A música da Jovem Guarda, diferentemente da Tropicália, trazia temas leves e alegres, na maioria das vezes sobre amor, e muitas vezes com certa comicidade.
A Jovem Guarda inspirou diversos artistas de sucesso no Brasil, principalmente os que faziam rock, e muitos artistas atuais também. Mas infelizmente perdeu muito destaque no cenário atual, e quase não é possível ouvir as músicas da Jovem Guarda nas rádios. O artista dessa época que talvez continue mais na mira dos holofotes seja Roberto Carlos, que mesmo assim, mudou seus estilo e hoje canta músicas bem diferentes das que cantava na época.
A Jovem Guarda antes e depois
Como disse, a Jovem Guarda perdeu seu destaque hoje em dia, mas mesmo assim, muitos cantores continuam interpretando seus sucessos hoje em dia. Foi o caso de Marisa Monte, que gravou para seu primeiro disco (MM) a música "Negro Gato" e alguns anos depois, em seu segundo disco (Mais), gravou a música "De Noite na Cama". Adriana Calcanhotto gravou a música "Devolva-me" para seu álbum "Público", de 1999. Recentemente, Lulu Santos gravou um álbum cantando apenas sucessos dessa época, de Roberto e Erasmo Carlos.
Marisa Monte cantando a música "Negro Gato" em 89
Veja abaixo vídeos de algumas músicas da Jovem Guarda:
"Festa De Arromba", onde Erasmo cita diversos
nomes da Jovem Guarda.
"Pare o Casamento", a música mais conhecida de Wanderléa.
"Splish Splash", versão Roberto Carlos da música de Bobby Darin.
Renato e Seus Blue Caps cantam "Feche os Olhos",
versão da música "All My Loving", dos The Beatles.
Adriana Calcanhotto interpreta "Devolva-me", música
Vivemos hoje em uma época na qual o assunto mais comentado e um dos que apresentam maior divergência de opiniões das pessoas de modo geral é a tecnologia. Quando falo em tecnologia, me refiro à celulares, computadores e redes sociais.
No caso dos celulares, já podemos inseri-los também na categoria de computadores, pois com apenas alguns toques podemos navegar por uma infinidade de sites e recursos da internet, além de poder mandar mensagens e telefonar para qualquer pessoa. Os celulares estão cada vez mais fazendo parte de nossas vidas. Com ele, podemos nos comunicar com qualquer pessoa e em qualquer lugar do mundo. E quando não lembramos de alguma coisa, seja do nome de um filme ou de algo relacionado aos estudos escolares, basta um clique no celular e a resposta aparece na sua frente em apenas alguns segundos.
Embora muitas pessoas se queixem que as pessoas estão "viciadas" em seus aparelhos ou em redes sociais, são essas ferramentas, que no mundo atual estão ajudando a população a fazer reformas políticas e sociais. Um exemplo disso é o momento que estamos vivenciando agora no Brasil. Os protestos apartidários que vêm acontecendo há um tempo em nosso país, foram todos organizados graças à tecnologia. Os convites dos manifestantes à população foram feitos pelo facebook; durante os protestos, a maioria dos manifestantes tiram fotos pelo celular, e no mesmo momento já as enviam para as redes sociais, e consequentemente, para o mundo. Ou seja, com os novos aparelhos celulares, a notícia passou a ser, não apenas a TV, os jornais etc, e passaram a ser também as redes sociais e as próprias mensagens de textos ou chats.
Outro tópico desse assunto é como os jovens estão sempre conectados e em diversas coisas. Ao mesmo tempo que estudam, postam em redes sociais, conversam com amigos pelo telefone ou por mensagens de texto. Acho que esse é um tópico mais frágil e que não deve ser generalizado pois varia de pessoa a pessoa. Muitos também acabam se atrapalhando nos estudos pois não conseguem resistir ao mundo infinito que está logo na sua frente, em uma tela de computador. Acredito que as novas tecnologias, e mais especificamente a internet, podem ser usadas a nosso favor ou não, depende de como a pessoa a aproveita. O sujeito que a usa pra protestar (como grande parte do Brasil está fazendo nesse momento) ou para obter mais conhecimento e cultura, está usando ela a seu favor. Mas a pessoa que a usa apenas para coisas "irrelevantes" do dia a dia e se prejudica por usá-la por tempo demais está fazendo exatamente o contrário.
Para começar minhas postagens sobre música, resolvi falar da Tropicália, ou Tropicalismo, que foi um movimento ocorrido no Brasil no final da década de 60. Esse movimento, além de ter se manifestado no teatro e no cinema, manifestou-se principalmente na música, com nomes conhecidos até hoje: Gilberto Gil, Caetano Veloso, Tom Zé, Gal Costa, Os Mutantes, Rogério Duprat e outros.
Caetano canta "Alegria Alegria"
O Tropicalismo surgiu em um contexto da ditadura militar, no Festival da Música Popular Brasileira, programa apesentado pela TV Record, em que diversos artistas subiam no palco e defendiam suas músicas. No ano de 1967, Caetano Veloso cantou nesse festival a música Alegria Alegria, e logo depois Gilberto Gil, ao lado dos Mutantes, cantou Domingo no Parque. No ano seguinte, o festival já era considerado Tropicalista por completo. E foi nesse ano em que foi lançado o disco "Tropicália ou Panis et Circense", que foi conhecido como o principal manifesto do grupo.
Foto do álbum
No disco, apareceram músicas conhecidas até hoje, como: Pannis et Circense, Bat Macumba e Parque Industrial. A música topicalista, ou o tropicalismo como um todo, tinha como objetivo projetar o Brasil pelo mundo. Isso porque, como já foi dito, o Brasil estava em uma ditadura militar, que era um regime muito fechado, e a MPB e a Bossa Nova eram músicas que tinham muita influência na época, assim, os tropicalistas passaram a usar instrumentos diferentes, como a guitarra, que não era bem vinda no Brasil por ser estrangeira. Por isso houve muitas críticas à música tropicalista, pois alguns achavam que o que eles tocavam era "barulho" ou "música americana". Por isso, era comum que nos festivais, grupos de pessoas vaiarem os músicos, ou ficarem de costas para o palco, o que Caetano conta que aconteceu com ele.
Em 2012, foi lançado o filme "Tropicália", documentário que mostra imagens e entrevistas raras da época, junto com depoimentos atuais dos participantes do movimento, principalmente de Caetano e Gil.
Capa do filme "Tropicália". Na foto, Rita Lee,
Caetano Veloso, Gilberto Gil e Tom Zé.
No final de 1968, Caetano e Gil foram presos sob a acusação de terem desrespeitado o hino nacional e a bandeira brasileira. Em fevereiro de 69 foram soltos, mas tiveram de ficar em Salvador em regime de confinamento, sem o direito de aparições públicas. Em julho de 69, os dois foram levados para o exilo na Inglaterra, com suas esposas, onde ficaram até janeiro de 1972.
Alguns dizem que o Tropicalismo teve fim quando Caetano e Gil foram exilados, mas na realidade o Tropicalismo não acabou. Obviamente, eles perderam muito a energia quando os principais defensores do movimento foram exilados, mas podemos ver traços da música tropicalista até hoje.
Para quem tiver mais curiosidade, seguem abaixo alguns vídeos de músicas que marcaram essa época.
"Alegria Alegria" - Caetano Veloso
"Domingo no Parque" - Gilberto Gil ao lado dos Mutantes
"Panis et Circense" - Mutantes.
Em 1999, em uma premiação de música na MTV, o Tropicalismo foi homenageado e alguns artistas da época se reuniram e cantaram algumas músicas mais marcantes da época. Abaixo, Tom Zé, Rita Lee, Caetano Veloso e Gilberto Gil cantam "Bat Macumba".
Na tirinha acima, acho que o pai está errado. Pois ele sugere ao filho que não exponha suas agressões pelo facebook, mas pela minha reflexão acho que o filho também não deveria agredir mendigos na rua, porque tenho como principio não utilizar a agressão, muito menos se for por puro prazer, como o personagem da tirinha (no caso, o Sandrinho) parece fazer.
O personagem dessa segunda tirinha comete o mal no terceiro quadrinho pela ótica da coragem, pois ele está agindo de maneira temerária, ele não está pensando na consequência de seu ato, que pode vir a ser uma multa ou uma briga com outro motorista. E também pela ótica da prudência pois ele não está usando a sabedoria prática de vida para compreender que a atitude dele no trânsito é inadequada.
Dizem que o ser humano tem medo do novo. E acredito que seja bem verdade. Todos nós, quando vamos ter algo novo em nossas vidas, seja uma nova casa, um novo trabalho, ou até algo não tão importante assim, como um dever de casa, por exemplo, ficamos receosos, nos preocupamos com aquilo, e às vezes o resultado é positivo e às vezes, negativo. E não há nada melhor para simbolizar nossos medos do que uma entrada, uma nova porta, uma nova oportunidade.
A foto que escolhi é da entrada da escola, pois esse é o local onde entro e saio todos os dias sabendo que tenho o privilégio de estar indo para o lugar onde vou aprender coisas essenciais para a minha vida. E não falo de contas matemáticas ou regras gramaticais, falo do que vou aprender com a convivência que tenho com os meus amigos e colegas, com os professores, coordenadores, faxineiros e porteiros. Esse é o tipo de convivência que terei para o resto da vida, e que vai formar o meu caráter.
E se estou falando dessa entrada, dessa oportunidade de ir a um lugar para me tornar alguém melhor todos os dias, penso que todas as oportunidades devem ser aproveitadas. Claro, sempre existirá o medo, o medo do novo, mas é preciso que eles sejam superados. E digo isso pois, quando eu era mais novo, ao entrar na escola, chorava como fazem todas as crianças. Chorava de medo do novo, pois eu estava em um lugar onde não havia os meus pais, o meu quarto, e eu me sentia perdido. Mas com o tempo, aprendi a superar esse medo e hoje sinto prazer em passar pela entrada da escola todos os dias.
Por isso, quando Rita Lee diz em sua canção: "são coisas da vida, que a gente se olha e não sabe se vai ou se fica", acredito que, se essas "coisas da vida" são oportunidades, novas entradas, a pessoa deve superar seus medo e ir fundo.